Lésbica: Homossexualismo Feminino

Postado em 10. out, 2011 por em Artigos e Matérias, Lesbianismo

A atração pelo mesmo sexo _ homoerótica_ nas mulheres é denominada de lesbianismo.

Este nome advém do termo grego: Lesbos_ que é uma ilha grega no mar Egeu. Nesta ilha nasceu Safo, uma poetiza. Ela foi considerada a fundadora do amor erótico entre as mulheres.
Safo quer dizer voz cristalina ou brilhante, representada pela poetisa e seus poemas conhecidos em todo o mundo. Através desses poemas, ela expressava as ternuras do coração. E “saphos” eram as aprendizes da poetisa, a quem os poemas eram dedicados. Essas pupilas disseminaram a prática lésbica.
Safismo passa a ser a denominação da prática do sexo oral entre as mulheres- cunilíngus.
Na antiga Grécia, o lesbianismo era muito comum.
Já na Roma antiga, essa prática era aceita e celebrada nas casas de banho. Nestes recintos, as lésbicas se entregavam às mais variadas experiências sexuais com as “fellators” que eram escravas especialmente treinadas para isto.
Daí o termo felação ser associado à sexo oral para ambos os sexos.
Durante séculos esta forma de se viver a sexualidade também foi rejeitada pela sociedade, sendo considerada como anormal, doença, tara. Quem a praticava era discriminada.
Séculos depois, o binóculo psicanalítico nos brindou com as seguintes interpretações para esta escolha sexual:
_ a tão famosa inveja do pênis, que gera sentimento de vingança através do desejo de castrar os homens;
_ conflitos de identificação com a figura materna;
_ impossibilidade de ter relações sexuais e filhos com o pai _ Complexo de Édipo;
_ emoções primárias narcisistas perturbadas;
_ problemas arcaicos de relacionamento com a mãe, tais como não se sentir uma filha desejada, amada, ou ao contrário, extremamente sufocada de tanto amor materno
_ ter se sentido um prolongamento narcisista da mãe.
_ a menina apresentando um forte desejo libidinal arcaico pela mãe, formando com esta uma totalidade, excluindo o pai.
Há uma corrente psicanalítica que alega que a pequena menina sofre tanto com suas fantasias sexuais arcaicas, que o temor de psicotizar, faz com que na fase adulta, ela crie uma nova sexualidade_ substituindo então sentimentos e conflitos arcaicos esmagadores, por um inovador comportamento prazeroso.
Atualmente, tanto a Organização Mundial de Saúde (O.M.S.), a Associação Médica Americana como a World Association of Sexology não consideram mais esta prática uma perversão, e sim, uma orientação de conduta.
W. Eicher fez uma pesquisa, e descobriu que um grande número de mulheres não teve experiências heterossexuais satisfatórias. Isto contribuiria para a busca do prazer com outra mulher.
Os motivos mais frequentes desta orientação são:
_ Intenso amor à mãe e uma rejeição ao pai. Este pode ter sido fraco ou rude dentro da família, ou somente com a mãe. O pai pode apresentar aspectos que repugnaram a menina. Daí ela buscar o prazer com outra mulher.
_ Caso haja divórcio na família, o pai pode ser considerado o culpado. A filha então tenderá a sentir-se insegura quanto ao sucesso de um relacionamento com um homem.
_ Experiências sexuais traumáticas com homens: Aqui se encontra uma enorme fenomenologia. O trauma tanto pode ter sido físico como uso de submissão, culminando até em agressividade. Também pode ser psíquico, se o afeto tenha sido mal vivido. Ela pode registrar sentimentos de: se sentir simplesmente usada, maltratada ou aviltada.
_ O pai pode ter sido extremamente autoritário com a filha. Fica um registro de que ela sempre terá que se submeter a um homem, por medo de ser punida. Tenderá a escolher outra mulher.
_ Atualmente, é muito comum o depoimento que uma mulher entende outra mulher melhor que o homem.

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